Livro - A década da Resiliência

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A década da Resiliência

José António Rousseau


Nesta última década todos sentimos que as coisas não foram fáceis, embora tenhamos que dividir estes dez anos em duas partes completamente diferentes senão mesmo antagónicas.
Na primeira metade continuámos a assistir ao crescimento do consumo, a aumentos das vendas das empresas, à expansão continuada do parque físico de lojas num esforço de expansão nacional e internacional, ao crédito relativamente fácil para pessoas e empresas, à estabilidade política e social e a um clima de optimismo generalizado. Porém, na segunda metade, e não logo após o início da crise americana dos
prime time mas tão só a partir de 2010, tudo mudou e a toxicidade do sistema financeiro internacional contaminou verdadeiramente a Europa e naturalmente Portugal, com os números da conjuntura económica e social a não enganarem ninguém, de tal modo que até os optimistas militantes como eu ficaram apreensivos com o rumo da nau portuguesa.

É verdade que ao longo desta última década, de um modo geral, consolidámos os melhores indicadores sociais de sempre, nas áreas do ensino, da saúde, dos equipamentos, do consumo, da proteção e direitos sociais alguma vez existentes em Portugal. Mas também é certo que durante o mesmo período construímos a maior dívida pública de sempre, o maior deficit de sempre, a maior carga fiscal de sempre, a maior taxa de desemprego de sempre e a maior crise económica, não de sempre mas dos últimos oitenta anos.

E os últimos anos foram mesmo muito difíceis para todos e, naturalmente para a indústria e o retalho dos bens de grande consumo. O retalho físico alimentar e não alimentar manteve-se quase estagnado em volume de vendas ou conseguiu valores raquíticos de crescimento.


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